Eu nasci na época errada. Não que eu não goste do tempo em que vivo, toda essa tecnologia e opções, mas eu sinto falta de algo. Toda a globalização deixou o mundo meio chato, uma cultura muito massificada. Falta um movimento, uma nova onda.
Antigamente as pessoas se identificavam com o que liam, ouviam ou assistiam. Hoje elas , em sua grande maioria, só se identificam com a moda do momento, o último programa da televisão, com o que todo mundo está lendo. E assim elas vão migrando de uma moda à outra. Sem realmente ir fundo em algo e assumir aquilo como preferência. As pessoas estão extremamente momentâneas.
Hoje ninguém está nem aí pra muita coisa, consomem massivamente produtos pré-fabricados e esquecem a qualidade. Talvez o que falte seja o “politicamente incorreto”, o “faça você mesmo”. Algo que um dia você vai contar pros netos, como meus avós me contam: “No meu tempo, os Beatles eram um máximo, a gente saia na rua protestar, e às vezes esquecia do mundo e só queria se divertir”.
Quem viveu em décadas passadas pode falar, “no meu tempo nós praticávamos o flower power, usávamos umas droguinhas, mas tínhamos uma ideologia”, ou ”vivíamos um lifestyle sexo, drogas e rock’n'roll, o punk tava em alta e éramos realmente rebeldes”. E nós? O mundo anda meio sem graça, não acha?




Acho que não se deveria culpar tanto assim as modinhas atuais. Sabe as pessoas podiam fazer as coisas tempos atrás porque também estavam na moda! Mas naquele tempo era diferente, eles estavam quebrando barreiras, e quebraram quase todas, se apressaram em mudar tudo duma vez, e o que sobrou pra nós? Pouca coisa.
É a minha opinão, provavelmente tu vai discordar de mim como na maioria das vezes! haha ;p
a nova geração se permitiu cegar pelos bens de consumo e pela tecnologia avançada. nosso erro.
(tudo bem, eu admito, eu me deixo cegar, na maioria das vezes, pelas belas propagandas na televisão, como a da coca-cola por exemplo, uma propaganda colorida, com uma mensagem bacana e, para ficar melhor ainda, com um cover supimpa dos ramones ;D)
teremos sim histórias para contar para nossos netos, mas elas serão um pouco mais pessoais, tipo, ‘eu e meus amigos’ e não, ‘toda a cidade saiu para protestar’.
como ninguém disse ainda que somos um caso perdido, acho que temos uma chance de mostrar que, claro, não somos melhores que nossos antecessores mas, que também não somos tão ‘descartáveis’ assim.
so, what are we waiting for?
ah, claro.
acho que você era um dos meninos da rua de trás (backstreet boys o.o) que tinha que me aguentar andando de bicicleta e cantando pela sua rua…
…ou não, talvez eu só esteja meio confusa, afinal, nunca se sabe…
x__x
Concordo plenamente com seu post. Vim retribuir seu comentário no meu blog. E nossa, confesso que adorei seu blog, a forma como escreve. Muito bom mesmo. Vou adicionar nos meus links, ok?! E volto sempre. Parabéns!!! Gostei muito mesmo. Beijos.
Eu estava lendo os outros textos e lembrei que já havia passado por aqui, e até comentado. Não sei pq ainda não tinha adicionado vc. Bjs
concordo! às vezes falta personalidade nessa geração…é tudo baseado na moda do momento, como vc disse. talvez a caracteristica dela seja exatamente essa: não ter nada pra contar no futuro. hehe triste! “/
Nem sei como cheguei ate aqui.. mas esse post mega cool me fez pensar.
Realmente, nossa geração anda meio sem sal, porém muito mais criativa..confesso que “so sexo , drogas e rock n’ roll ” nao seria um ideal sensato e nem mudaria um país.
(sei que vontade nao faltava dos mais antigos).Já na nossa mal sabem quem é o governador.
Deixa eu parar de falar..rs
Sempre falo isso por aí. Nasci na época errada e pronto! Eu quero o Cazuza, a Cassia Eller, os Mamonas e até, desculpe-me, a ditadura, pelo menos eu ia poder dizer que fiz alguma coisa pelo meu país.
Nossa geração será conhecida, num futuro distante, como a geração do comodismo. Tudo acontece ao nosso redor e não somos capazes de deixar a hipocrisia de lado e sair às ruas para protestar. Está tudo ótimo.. está tudo bem! Pra quê mudar? E como disse o filósofo contemporâneo: “assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.