
Apesar de amar o frio, morava numa cidadezinha do interior, não muito distante da capital, de clima muito quente. Também estava longe de ser uma cidade movimentada. Porém alguns lugares nela lhe remetiam a uma beleza dentro da nostalgia a qual era levado, principalmente ao crepúsculo, e muitas vezes era melancólica.
Era dividido entre o intelecto e a boemia, e tentava desorientadamente alcançar harmonia entre os dois. O intelecto não era ruim. Apaixonado por cultura e comunicação, gostava de analisar todo o movimento e acontecimento dentro da filosofia à qual se davam. Já sua vida noctívaga era tumultuada, entorpecida e nem sempre lembrada.
Apesar de conhecer poucas obras clássicas, dizia-se fã de fotografia e, por conseguinte, de cinema. Também cultivava uma paixão por obras neo-expressinista e surrealista. Achava o pop-art superficial e, ao mesmo tempo, profundo, e tinha uma admiração por Basquiat e a Art Nouveau. Mas não entendia quase nada sobre arte.
Nas horas livres gostava de ler. Adorava o humor ácido que alguns autores lhe traziam, mas sua obra preferida era um simples soneto. Tentava aprender a manter romantismo que os livros lhe traziam – não aquele de dar flores e abrir a porta do carro, e sim o de não estragar o momento.
E fora tudo isso era apenas um rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior.




Ai, acho tão legal escrever sobre mim.. e gosto de ler textos dos outros falando sobre eles mesmos. É engraçado… ou melhor, curioso, ver a imagem que as pessoas têm delas mesmas!
Beeijo.
devaneios criativos. adoro.
Eu gosto dessa incoerência entre a tua idade e a tua fiosofia.
demorou, mas achei teu blog.
e você ainda diz “apenas” um rapaz?
bombom teu blog.